O CLBHort 2017 será formatado de modo a abranger áreas temáticas de três domínios principais:
- Ciências e tecnologias hortícolas na lusofonia (C&T);
- Negócios hortícolas no espaço luso-brasileiro
- Produção e consumo;
- Outros temas a definir.
Haverá sessões sobre cada uma das áreas da horticultura, nomeadamente na fruticultura e negócio da fruta, viticultura e negócio do vinho, olivicultura e negócio do azeite, horticultura herbácea e hortaliças e horticultura ornamental e outras áreas (ver programação).
2 nov. 2017
Conferência plenária 1 – Horticultura de precisão: Aplicações da deteção remota, robótica e a inteligência artificial na horticultura:

Filipe Santos (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência – INESC TEC)
Resumo
Nesta palestra será abordado o tema da aplicação da robótica e sistemas inteligentes ao contexto da horticultura portuguesa, desafios e oportunidades. Serão apresentados vários casos de sucesso com utilização destas tecnologias robóticas e sistemas inteligentes, tocando em casos práticos de utilização e nos benefícios atingidos para o agricultor e sociedade. Neste âmbito, também será apresentado o roadmap do INESCTEC, para o sector agro-food com especial atenção para os projectos ROMOVI, Water4Ever , e Agrisensus.
Moderador: José A. Pereira (ESA-do Instituto Politécnico de Bragança)
Conferência plenária 2 – Panorama da Fruticultura Brasileira : atualidades e perspectivas

Orador: Abel Rebouças São José (Eng. Agrônomo, Doutor e Professor da Titular Pleno da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF).
Moderador: Virgilio Loureiro (Vinositas)
Resumo
O Brasil possui a terceira maior fruticultura do mundo. São mais de 43 milhões de toneladas de frutas produzidas anualmente. Em função das mais variadas condições edafoclimáticas, praticamente todas as regiões brasileiras produzem frutas. A região Sul do país produz principalmente frutas de climas temperado, como uvas, maçãs, pêssego, ameixas, nectarinas, dentre outras. Na região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro Minas Gerais e Espírito Santo) observa-se uma predominância de produção de frutíferas de clima subtropical e tropical, principalmente, citros, banana, mamão, abacate etc. Nas regiões Nordeste e Centro-Oeste ocorrem a predominância de frutíferas tropicais como: manga, maracujá, banana, mamão, coco, abacaxi, caju, anonáceas etc. No Norte do país, ocorre principalmente as tropicais como: banana, açaí, pupunha, coco, além de uma infinidade de frutas nativas. Diversas fruteiras de clima temperado têm sido estudadas e adaptadas às condições climáticas do região semiárida, como vem ocorrendo com sucesso com a videira, pera e macieira. Do total da produção apenas cerca de 2% é exportado como fruta fresca, tendo a Europa o principal destino. A laranja é a principal fruta processada, sendo o Brasil o maior produtor e maior exportador mundial de suco concentrado. A tendência é o contínuo crescimento da produção frutícola nacional considerando o crescente consumo interno assim como o incremento das exportações.
3 Nov. 2017
Conferência plenária 3 – Visão geral sobre processamento em Horticultura (Caso estudo tomate de indústria): Situação atual e perspetivas futuras em Portugal e no Brasil

Orador: Martin Stilwell – (CEO do Grupo HIT SGPS Director da Associação Portuguesa de Tomate de Industria-AIT, Director da AMITOM e “Past President of the WPTC-World Processing Tomato Council)
Moderador: Carmo Martins (C OTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional)
Resumo
2017 – O mercado Global de Tomate processado, uma perspectiva Portuguesa / Brasileira.
Nos últimos 25 anos o mercado tem flutuado de um forma previsível em ciclos de 5 anos, com um constante crescimento de consumo. Desde 2009, tudo se alterou, as estatísticas parecem indicar que o crescimento de consumo esta a estagnar. Em consequência os investimentos em aumentos de capacidade tem resultado num excesso de oferta e consequente queda de preço, colocando em crise muitos produtores. Algumas áreas de produção tem cortado a produção, e Califórnia é um exemplo reduzindo em 26% a produção nos últimos dois anos. A inovação e introdução de novos produtos e ideias para promover o consumo de Tomate e seus derivados estão a criar novos mercados e um forte crescimento em novos mercados como o Japão, e podem ser um exemplo a seguir.
Conferência plenária 4 – Valorização da biodiversidade na fileira (cadeia) olivícola

Orador: José A. Pereira (ESA-do Instituto Politécnico de Bragança)
Moderador: José Monteiro (Universidade do Algar ve – UAlg)
ÁREAS TEMÁTICAS DAS MESAS REDONDAS
Esboço do Programa de Mesas Redondas (*)
MR1: Fileira (Cadeia) do azeite – Produção e comercialização do azeite no contexto global.
Moderador: J. A. Pereira (E.S.A. do Instituto Politécnico de Bragança).
Participante 1: Mariana Matos (Casa do Azeite).
Participante 2: Francisco Pavão (Trás-os-Montes Prime).
Participante 3: Ricardo Furtado (Ministério de Agricultura do Brasil).
MR2: Fileira (Cadeia) das frutas e hortaliças – Entraves e perspetivas das importações e exportações.
Moderador: Gonçalo Andrade (Portugal Fresh).
Participante 1: Luiz Roberto M. Barcelos (ABRAFRUTAS; Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento).
Participante 2: Jorge Soares (Campotec).
Participante 3: Carlos Ferreira (Hortomelão).
Participante 4: Joaquim Praxedes (Vale da Rosa).
MR3: Fileira (Cadeia) da vinha e do vinho – Desafios atuais e oportunidades para os vinhos portugueses e brasileiros considerando as tendências do mercado global.
Moderador: Virgilio Loureiro (Vinositas).
O vinho é uma imagem de marca da agricultura e cultura portuguesas e uma realidade cada vez mais valiosa da agricultura brasileira. Portugueses e brasileiros têm, por conseguinte, boas razões para discutirem e trocarem experiências sobre temas da fileira do vinho. A consagração do vinho como bebida universal abre perspetivas imensas, não só em termos de consumo mas também de produção, fazendo antever um futuro promissor a parcerias entre portugueses e brasileiros. A mesa redonda 3 terá como grande objetivo sistematizar o potencial dessas parcerias.
Participante 1: João Roquette (CEO do Esporão ).
Participante 2: Casimiro Gomes (Lusovini).
Participante 3: Osvaldo Amado (Global Wines ).
Participante 4: Sergio Ruffo Roberto (Universidade Estadual de Londrina, na Área de Fruticultura de Clima Temperado, atuando, sobretudo na área de Viticultura e Enologia).
MR4: Material propagativo de espécies hortícolas – avanços e desafios futuros.
Moderador: Jorge Canhoto (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra).
Os materiais propagativos são cruciais para a obtenção de produtos de qualidade que possam ser competitivos num mercado global. Nesta mesa redonda contamos com quatro especialistas percententes a empresas e a instituições que estão directamente relacionadas com a produção ou com o controlo da qualidade destes materiais. Durante o debate serão analisados os principais factores que condicionam a produção e a qualidade dos materiais propagativos, os desafios que os produtores enfrentam, a legislação existente em Portugal, no Brasil e na Europa, bem como o que se perspectiva neste mercado a médio-longo prazo.
Participante 1: Warley Marcos Nascimento (EMBRAPA).
Participante 2: Clayton Debiasi (Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior – CBPBI) do Instituto Politécnico de Castelo Branco, Portugal).
Participante 3: Paula Carvalho (DGAV – Direcção Geral de Agricultura e Veterinária) .
Participante 4: Orador a designar (Nunhems/Bayer ).
MR5: O futuro do mercado de frutas e hortaliças.
Moderador: Maria do Carmo Martins (COTHN – Centro Operativo e Técnológico Hortofrutícola Nacional).
As novas tendências para o mercado de frutas e hortaliças baseiam-se numa imagem de transparência: alimentos saudáveis, certificados com elevada rastreabilidade e garantia de qualidade e ainda com um elevado nível de conveniência. O futuro passará por uma troca crescente de informações ao longo da cadeia produtiva, aproximando produtores e consumidores e, ao mesmo tempo promover a inovação quer ao nível do produto, da marca e da embalagem. Que garantias de qualidade são mais valorizadas pelo consumidor? Que inovações devem ser consideradas ao nível da embalagem e logística? Como minimizar os desperdícios ao nível da cadeia de comercialização? Comércio electrónico: que desafios?
Participante 1: Claudia Domingues (InovCluster).
Participante 2: Maria José Tropa (MARL)
Participante 3: Pedro Madeira (Frusoal)
Participante 4: Henrique Gomes (Biofrade)
MR6: Novos caminhos na promoção do consumo de fruta e hortaliças.
Moderador: Paulo César Tavares de Melo (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da Universidade de São Paulo).
As frutas e hortaliças são alimentos que gozam de muito boa imagem junto aos consumidores, entre outras razões, por reconhecerem que são alimentos saudáveis que consumidos regularmente trazem benefícios à saúde humana. Nessa mesa-redonda serão discutidas por diferentes especialistas as razões que estão impedindo que a imagem favorável desses alimentos pelo consumidor não esteja contribuindo para alavancar o aumento do consumo. Sem dúvida, há necessidade de se encontrar novos caminhos mediante iniciativas de informação e de estratégias de promoção que estimulem o aumento do consumo de frutas e hortaliças. Ao mesmo tempo, será também discutido entre os participantes como a boa imagem desses alimentos pode contribuir para o correspondente aumento do volume de negócios.
Participante 1: Ricardo Elesbão Alves (Embrapa Agroindústria Tropical/Presidente da Associação Brasileira de Fruticultura – SBF)
Participante 2: Miguel Barbosa (Luis Vicente)
Participante 3: Luis Baena (Chef de Cozinha)
Participante 4: Gonçalo Andrade (Portugal Fresh)
MR7: Desafios e oportunidades para a fileira (cadeia) das plantas ornamentais e do paisagismo.
Moderador: José Monteiro (Universidade do Algarve – Ualg).
Os serviços ecossistémicos proporcionados pelas plantas, parques e/ou jardins cada vez são mais reconhecidos, criando novos desafios e oportunidades. Vamos ouvir o que as Sementes de Portugal, a Associação de Plantas e Jardins em Climas Mediterrâneos (muito ligada ao turismo de jardinagem) e profissionais da Engenharia Natural e Coberturas Ajardinadas, acham destes desafios.
Participante 1: Jaime Motos (Floragen ; CICA-Universidade da Corunha).
Participante 2: João Gomes (Sementes de Portugal).
Participante 3: Rosie Peddle o/ Jean-Paul Brigand (Associação de Plantas e Jardins em Climas Mediterraneos).
Participante 4: Aldo Freitas (EcoSalix).
MR8: O potencial das tecnologias de informação e da eletrónica na inovação da fileira hortícola.
Moderador: Ricardo Braga (ISA- ULisboa).
Os desafios de eficiência no uso de factores de produção que se colocam à produção são crescentes. Tradicionalmente o gestor agrícola é obrigado a tomar decisões em contexto de baixa informação disponível. As tecnologias de informação e comunicação e a electrónica vêm alterar radicalmente este cenário. Como é o que o potencial se concretiza na prática? Que impacto é que a robótica e a inteligência artificial cada vez mais aplicadas, os sensores cada vez robustos e diversos, a detecção remota com cada vez mais fácil acesso, terão na gestão operacional e estratégica das explorações agrícolas?
Participante 1: Cesar Toscano (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência – INESC TEC).
Participante 2: António Graça (SOGRAPE).
Participante 3: Pedro Petiz (TEKEVER)
Participante 4: Rui Flores (ESPORÃO).
(*) Área do programa com maior foco nos aspetos empresariais do Hortonegócio.